Utilização de boxes de armazenamento por MEIs e por pequenas e médias empresas impulsiona expansão, que cresceu 19% no ano passado

Levantamento encomendado pela Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS) à Brain Inteligência Estratégica mostrou que o aumento no número de pequenas e médias empresas, que passaram a vender pela internet durante a pandemia, foi um dos principais propulsores da expansão do setor de self storages no Brasil em 2021.

De acordo com a pesquisa, o setor já soma 108.537 boxes distribuídos em 191 empresas - número que vem crescendo a passos largos. O “novo normal” aumentou a procura por espaços fora de casa, ampliando os ambientes internos e otimizando a utilização dos cômodos. Uma das soluções encontradas foi a utilização dos self storages, sistema criado na década de 1960 nos Estados Unidos, que consiste no aluguel de boxes ou containers para armazenamento de itens, como móveis, eletrodomésticos e objetos de uso pessoal e profissional. A proposta se expandiu para outros países e hoje tornou-se alternativa para quem precisa de mais espaço, correspondendo à extensão da própria casa.

O engenheiro civil Alexandre Gonçalves é exemplo disso. Cliente da Espaço A+ Self Storage há mais de um ano, ele conta que saiu do antigo imóvel e precisava de um lugar para guardar seus pertences até que a reforma do novo apartamento estivesse concluída. “Tive a ideia de alugar um espaço para guardar temporariamente esses objetos e, em meio a diversas opções que pesquisei, escolhi a Espaço A+ pela distância, pelo zelo observado naquele ambiente, pelo bom atendimento desde o primeiro contato”, argumenta.

Segundo Alexandre, mesmo após a reforma, ele deve manter a locação do box. “Vou tirar os objetos maiores, como a geladeira, mas em razão da área do apartamento ser pequena, entendo que vale a pena ter um espaço extra, mesmo que seja menor que este atual, para guardar aquilo que não é usado no dia a dia, como um conjunto de louças, um ventilador ou aquecedor de piso, cadeiras adicionais para atender convidados, caixas com documentos, bicicletas. Enfim, o box tem diversas utilidades que o tornam uma extensão da minha casa”, finaliza.

Para a gerente de operações da Espaço A+ Self Storage, que tem unidades em Curitiba, Rousy Mary Rojas, os boxes passaram a ser um recurso essencial para otimizar o ambiente doméstico. “Os clientes percebem a vantagem de armazenar bens pouco usados e aproveitar melhor o espaço de suas casas e empresas. É muito mais econômico alugar um box para guardar objetos do que manter o aluguel de um imóvel maior ou exclusivo para esse fim. Sem contar que um espaço como a despensa ou o 'quartinho da bagunça' pode ser reaproveitado de várias outras formas”, ressalta.

Com o fortalecimento do setor, a Espaço A+ vai inaugurar ainda este ano um novo prédio na unidade Rebouças, localizada na Rua 24 de maio, quase esquina com a  Silva Jardim. Serão 200 novos boxes e, com isso, 3 unidades disponíveis. Além desse endereço, a marca conta com a unidade Aeroporto, próxima ao Afonso Pena, em São José dos Pinhais, onde tem 290 boxes entre 1m² e 100 m². Em 2023, será inaugurada a unidade centro, na Rua Presidente Faria, próximo ao Passeio Público, com uma infraestrutura de 290 boxes entre 1 e 30 m².  “Essas novas unidades chegam para acompanhar o crescimento da demanda que tivemos nos últimos dois anos, quando crescemos 50% no volume de boxes alugados”, conclui Rousy.

Comprovantes de pagamentos de tributos e contratos em geral devem ser guardados por, pelo menos, cinco anos

Boletos, contratos, extratos bancários, anotações, recibos e faturas. São papéis que não acabam mais e ocupam muito espaço nas gavetas do escritório e nos armários de casa. Mas será que é preciso guardar todos esses documentos? Com a chegada do novo ano, é comum fazer aquela faxina para jogar fora o que não é necessário e liberar espaço. Os papéis acumulados ao longo dos 12 meses também entram nessa reorganização, mas é preciso ter cuidado para não colocar documentos importantes no lixo.

O professor de Direito da Universidade Positivo, Gabriel Schulman, explica que o período de arquivamento de documentos varia de acordo com o prazo prescricional que contratos em geral devem ser guardados por, no mínimo, cinco anos. “Orienta-se que o contrato de trabalho, aluguel, serviços escolares, bancos, planos de saúde e seguro sejam guardados por ao menos cinco anos do fim da relação. Tanto para pessoas físicas, quanto para empresas, a comprovação do pagamento de tributos, condomínio e contratos em geral poderá ser exigida nos cinco anos seguintes, contudo, é preciso tomar cuidado porque o período é para o ingresso do credor com a ação e, por isso, é recomendável uma margem maior para precaver-se”, afirma. 

Na hora de fazer a limpa na papelada, é preciso prestar atenção e não jogar fora as notas fiscais de produtos que ainda estão na garantia e documentos pessoais originais, como certidões. “As notas fiscais e termos de garantia de televisores, celulares e notebooks, por exemplo, devem ser guardados durante a vida útil do produto. Já documentos que se referem à pessoa física, como certidões de nascimento e casamento, devem ser guardados para sempre. Para documentos previdenciários, a recomendação geral é a guarda por dez anos e para o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), o material deve ser arquivado por 20 anos”, explica Gabriel. 

Algumas ações simples, como arquivar os documentos em pastas e separá-los de acordo com o assunto e finalidade, ajudam a manter os papéis organizados. Nas empresas, o fluxo de contratos e documentos é muito alto e acaba ocupando um espaço amplo nos escritórios. Nesse caso, uma dica é guardar as pastas e caixas de arquivos em um box self storage, para manter os documentos seguros e em bom estado. “Os boxes são como containers que permitem o armazenamento de caixas, objetos e arquivos que não são usados com frequência e acabam ocupando uma ampla área no escritório. É uma forma de liberar espaço tendo a certeza de que os documentos estão bem guardados em um local seguro”, explica a gerente de operações da Espaço A+ Self Storage, Rousy Mary Rojas. 

Para os papéis que não precisam ser guardados ou que estão com o prazo  prescricional vencido, é importante prestar atenção nas informações que estão no documento antes de jogá-lo no lixo. Se possível, o aconselhável é ocultar os dados pessoais como endereço, CPF, RG e número da conta bancária.

 

Os apartamentos pequenos vêm ganhando mercado. O alto valor do m2, o adensamento dos centros urbanos e os desafios de mobilidade vêm estimulando solteiros, casais e famílias pequenas a considerarem as possibilidades de escolher um apartamento menor para morar.

Mas quais são as vantagens de um apartamento de até 40m2? Primeiro é preciso definir o que é prioridade para você. Para solteiros, pessoas que viajam frequentemente ou casais com filhos que já saíram de casa, por exemplo, um apartamento pequeno pode atender as necessidades desse momento de vida. Vale avaliar localização, segurança do condomínio e áreas sociais, como espaços gourmet, academia, lavanderia compartilhada e salões de festas.

Mobiliar um imóvel menor custa menos e fica mais fácil investir na decoração. No entanto, espaços reduzidos vão exigir um planejamento maior na escolha de móveis, eletrodomésticos e organização de bens pessoais para aproveitar cada centímetro do imóvel. Você precisa avaliar, por exemplo, o tamanho e a real necessidade de itens como máquinas de lavar roupas e secadoras. Escolher condomínios com lavanderias nas áreas comuns ou optar por pagar por serviços de lava e passa podem solucionar a questão.

Já para armazenar utensílios, roupas, documentos e pertences de uso esporádico, os self storages podem ser uma saída. Na Espaço A+ você pode alugar um box do tamanho que necessita, com contratos mensais, sem necessidade de fiador ou taxas adicionais. Você mesmo organiza o espaço do seu box, o que garante um custo reduzido, e ainda conta com segurança monitorada. No site da empresa é possível calcular o espaço que você precisa.

O investimento em um imóvel menor é um dos principais benefícios. Mais baratos, representam economia nas compras à vista ou facilidades no financiamento. Na hora de vender ou alugar, costumam gerar negócios rapidamente. Os valores das contas de luz, água e reparos também reduzem, pontos positivos na contabilidade dos custos fixos.

Muitas vezes a possibilidade de economizar na metragem permite escolher melhor a localização do imóvel. São opções viáveis se você não abre mão de morar em uma região central, valorizada ou próxima a grandes centros empresariais ou universidades.